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mandag 31. august 2009

Mine venner Kaja og Ester og Linda


Letreiro que a Linda fez para a porta do nosso quarto



Kaja



Linda


Kaja foi a primeira norueguesa que chegou aqui no Hald. Ela chegou um dia antes dos demais, e como vai pro Brasil, logo comecamos a conversar e descobrimos uma super conexão que tornou possível uma super amizade. Ela é fantástica. Além de engracada e divertida, é super fofinha e carinhosa. A amizade dela foi uma das coisas que tornou a minha vida mais leve aqui quando eu estava me sentindo super desajustada. É legal descobrir amigas desse modo, nos faz lembrar que somos todos seres humanos, apesar dos abismos culturais (que depois acabam ficando bem menores).

Ester também vai pro Brasil, e nossa primeira conversa foi durante um passeio no bosque aqui perto. Eu estava tentando ensinar algumas frases em português pra ela como "Meu nome é...". Ela é uma pessoa muito especial. Pura, meiga, divertida e com um excelente senso de humor. Muito bom passar um tempo com ela aqui.

As duas compraram uma blusa linda pra mim. Quentinha e confortável :)


Minha colega de quarto, Linda, é simplesmente maravilhosa. Antes dela chegar aqui, eu estava um pouco ansiosa porque os professores ficaram falando que os noruegueses são muito tímidos e que talvez seria mais difícil fazer amizade com eles, etc. Por isso, antes de conhecê-la eu estava morrendo de medo dela. No dia que ela chegou fiz cartãozinho com umas frases em norueguês (com a ajuda da Kaja) e deixei em cima da mesa do nosso quarto. Quando ela leu, me deu um abraco e eu já gostei dela logo de cara. Hoje, apesar de nos conhecermos há pouco tempo, sinto-me como se fôssemos amigas há anos. É uma sensacao muito boa. Além de ser uma ótima professora de norueguês, é uma excelente ouvinte. Linda quer ser uma pastora, assim como pai dela e trabalhar em uma Igreja Tradicional. Tenho certeza que ela será uma pastora e conselheira maravilhosa. É muito fácil conversar com ela sobre qualquer coisa e ela é muito aberta e compreensiva, o que me deixa muito a vontade. Ela me deu uma calca de moleton super quentinha e confortável e disse que precisa me "norueguesar".

Não vejo a hora dagente se re-encontrar depois que elas voltarem daí :)

lørdag 29. august 2009

Estar no Hald é…


Levantar com muito sono todo dia, mas, ter um chuveiro quentinho e gostoso pra ajudar a acordar;

Se deparar diariamente com uma mesa de café da manhã cheia de pães, queijos, presuntos, geléias, nutela, biscoitos e alguns legumes também, como beterraba e pepino;

Tomar muito iogurte com cereal e um suco de laranja horrível;

Tomar café da manhã com pessoas de 14 países diferentes, ouvindo sotaques e línguas diferentes;

Tomar meia caneca de café pra conseguir assistir todas as aulas da manhã;

Ter aulas sobre pobreza, mudanças climáticas, antropologia, missiologia, liderança, cultura popular e de massa, comunicação transcultural, apologética;

Chegar faminta na hora do almoço;

Comer todos os tipos possíveis de peixe, muita batata, salada gostosa, molhos, arroz(esporadicamente), mas, nunca feijão;

Tomar café depois do almoço pra conseguir assistir as aulas da tarde ou, nos fins de semana tranqüilos, uma xícara de chá de frutas docinhas;

Ter uma casa super antiga e enorme pra explorar. Esbarrar nas centenas de cadeiras e sofás da living room ou assistir TV em norueguês na blue room;

Almoçar e jantar a luz de velas;

Ver o mar da janela da sala de internet;

Explorar as maravilhas da biblioteca;

Andar na pequena e aconchegante cidade de Mandal;

Ter professores maravilhosos que estão muito interessados em conhecer a pessoa que somos e que nos desafiam diariamente a fazermos o nosso melhor;

Ser livre para criar, tocar, aprender, ensinar, organizar festas, aulas de dança;

Ter o horário muito apertado durante a semana e os fins de semana só pra relaxar;

Dormir numa cama macia e quentinha, algumas vezes com a janela aberta pra deixar a brisa geladinha entrar...

fredag 28. august 2009

Únicas, incomparáveis e lindas...

Tô em paz. Não estou pensando no futuro, nem no passado, nem no Brasil, nem em Trondheim. Estou pensando e vivendo o aqui e o agora.

Estou pensando e sentindo que Aslam me ama como sou e isso me torna livre pra ser quem sou: única e incomparável para Ele. Não preciso agir como acredito que as pessoas esperam que eu aja. Posso e devo ser apenas a Erica. E isso já está de bom tamanho...

Isso me torna livre para ser eu e para amar as pessoas como são.
Sem julgá-las.
Sem esperar que se comportem como quero.
Sem esperar que pensem ou gostem das mesas coisas que eu.
Sem querer que enxerguem o mundo como eu.
Sem me sentir superior ou inferior a elas.
Sem me apoiar nelas para viver.
Sem depender delas para ser feliz...

Sou livre para amá-las e aceitá-as, reconhecendo diariamente seu inestimável valor para Ele, e, consequentemente para mim... Únicas, incomparáveis, lindas. São assim todas as pessoas que lêem esse blog e todas as que Aslam tem colocado no meu caminho aqui...


Bom fim de semana pra vcs!
Amo a gente!

P.S: O videozinho abaixo foi feito pelos estudantes internacionais do Hald pra desejar boas vindas aos noruegueses, porque eles chegaram ao colégio alguns dias depois dagente. É curtinho e muito divertido =)

torsdag 27. august 2009

Presentasjon på Trøndersk

O último post, como meu querido irmão tão bem deduziu trata-se de uma pequena apresentação da minha pessoa. Só que, essa apresentação foi feita na língua oficial norueguesa, a que se fala na capital, e que eu aprendo aqui no Hald.

No entanto, Trondheim, a cidade para a qual irei daqui um mês, tem um dialeto próprio, um pouco diferente do que se fala em Oslo. Embora uma pessoa de Oslo possa se comunicar bem com alguém de Trondheim, para nós, estrangeiros, os dois dialetos parecem muito diferentes, o que aumenta um pouco meu medo de Trondheim. Maaas, Deus é bom e mandou uma menina de lá pra morar comigo, a Linda, e ela, muito bondosamente está me ensinando trøndersk.

Eis abaixo a apresentação em trøndersk:

Æ hete Erica. Æ e 22 år gammel. Æ bor i Brasil. Æ e itj gift, men æ har kjærest. Kjæresten min hete Frederico. Han e 25 år. Æ bor fremdeles med foreldran min. Mora mi hete Jane, hu e 46 år. Faren min hete Saul, han e 52 år. Broren min hete Daniel, han e 20 år. Vi bor i Goiânia.

E aaaaaaaaaaaaaaaí, irmãozinho, chupa essa manga! hahahahahahahah

mandag 24. august 2009

Presentasjon

Jeg heter Erica. Jeg er 22 år gammel. Jeg bor i Brasil. Ieg er ikke gift, men ieg har kjæreste. Min kjæreste heter Frederico. Han er 25 år. Jeg bor fremdeles med mine foreldre. Min mor heter Jane, hun er 46 år. Min far heter Saul, han er 52 år. Min bror heter Daniel, har er 20 år. Vi bor i Goiania.

Mellom Fjordene


Fomos acampar em um lugar muito aconchegante! Relógios e celulares foram recolhidos no ônibus e os chuveiros foram proibidos. Quem quisesse tomar banho durante o fim de semana teria que fazê-lo no rio, que, como devem imaginar não era dos mais quentinhos  Advinha se eu entrei ...
Sábado pela manhã fomos acordados em algum momento do dia que jamais saberemos, tomamos um café da manhã reforçado, empacotamos uns sanduíches de queijo e presunto e saímos para uma caminhada rumo ao desconhecido.
Quando começamos estava chovendo e ventando muito frio, por isso tivemos que usar capas e calcas impermeáveis, além de galochas para impedir a água de entrar nos nossos pés. Eu estava me sentindo um pacotinho, hihihi.
E lá fomos nós...
A trilha durou cerca de uma hora de muitas subidas tortuosas, pequenos pântanos e pedras. Eu só não desisti no meio do caminho porque antes de sair tivemos que prometer publicamente que teríamos uma atitude positiva, faríamos o nosso melhor e ajudaríamos uns aos outros, mas, confesso que em alguns momentos pensei que minhas pernas não conseguiriam dar nem mais um passo sequer. Mas, o ponto final era o topo de uma montanha do qual podíamos ver a típica paisagem norueguesa: o mar cercado por montanhas e pequenas casinhas de madeira rodeadas por quilômetros de um gramado muito verdinho. Vista simplesmente estonteante!...
Mas, pra quem (como eu) pensava que a chegada ao topo era o fim da aventura... teve uma bela surpresa. A subida ao monte foi feita em grupo e cada grupo teve que procurar um local que se elevasse do chão e cada integrante do grupo que sentisse vontade e coragem teria que cair de costas nas mãos dos demais. Confesso que quase me faltou coragem pra fazer, mas eu fiz! A sensação foi maravilhosa quando senti seis pares de mãos me impedindo de me estatelar no chão. Na volta, vendamos os olhos uns dos outros e tivemos que conduzir e sermos conduzidos, e, pra quem no começo estava morrendo de medo (como eu) foi muito gostoso perceber o quanto é relaxante andar alguns metros sem enxergar nada no caminho, apenas se deixar guiar por alguém. Fiquei muito mais feliz depois do exercício de confiança.
Quando finalmente voltamos para nossas confortáveis cabanas de madeira, tivemos deliciosos tacos mexicanos como jantar. Foi a melhor refeição de todas (e olha que todas foram muito boas). Podíamos montar nossos tacos com todos os recheios disponíveis, entre eles, a boa e velha carne moída, pensem se comi muito! Como sobremesa: sorvete napolitano e frutas com calda! Depois do jantar tivemos 15 minutos de entretenimento por conta de cada grupo, acho difícil pensar em uma ocasião que eu tenha me divertido mais. As pessoas foram muito criativas. Pra fechar a noite com chave de ouro: fogueira à luz de estrelas nórdicas, muitooooo legal! Na volta pra casa eu estava com o corpo todo dolorido, mas, valeu a pena. Com certeza não serei mais a mesma depois desse fim de semana, pois, depois de chegar no topo de uma montanha e enxergar o mundo todo pequenininho lá de cima, coisas que antes me aterrorizavam perderam toda a importância. Agora vejo quanto tempo da minha vida eu perdi com medo de viver, com medo de ser pior que os outros, desistindo de coisas que eu realmente amava simplesmente porque conheci pessoas que eram mais talentosas ou mais esforçadas que eu. Quanto tempo perdi chorando nas aulas de matemática porque os professores puxa-saco nem sabiam meu nome e eu não conseguia aprender as coisas com a mesma facilidade que os nerds da sala. Hoje vejo que era bem mais fácil dizer “eu não nasci pra isso” do que sentar numa cadeira e não levantar até aprender o conteúdo. Foi bem mais fácil desistir das aulas de piano só porque a Lorena tinha alunas que mais pareciam a reencarnação de Chopin do que entender que esse talvez não seja o meu principal talento, mas que eu posso e devo me esforçar pra tocar, se é e sempre foi algo que me dá tanto prazer. Foi muito mais fácil passar a vida inteira dizendo que não tenho coordenação motora pra dançar do que me esforçar ou entrar numa aula de dança. Hoje percebo o quanto fui covarde, pois, se Deus nos deu alguns talentos, não devemos enterrá-los, mas, nos esforçamos para multiplicá-los para a Glória do nome Dele e não do nosso. Se essa viagem terminasse hoje, ela já teria valido a pena, pois estar aqui, sendo desafiada o tempo todo, me fez entender finalmente que eu não posso desistir de algo porque alguém pode fazer melhor do que eu. Cada um foi agraciado com dons e talentos diferentes, e os meus, eu pretendo cultivá-los para a Glória e Honra Daquele que me criou “À sua imagem e semelhança” .

P.S: As aulas de norueguês agora se tornaram uma diversão, claro que eu ainda acho a língua muito dificil, mas é muito legal perceber meu pequeno progresso nessas duas semanas. Depois vou postar um pequeno texto que fiz para a aula de hoje. Amo a gente!

torsdag 20. august 2009

Blåtur

Hoje, pela primeira vez desde que cheguei, dei uma geral no meu quarto e no meu banheiro. O que é claro, incluiu limpeza! Confesso que no começo senti um pouco de medo, porque temos uma listinha pregada na porta do quarto dando as instruções de como a limpeza dos quartos e dos banheiros devem ser feitas, mas, eu não entendo tudo que ta escrito (porque meu inglês não é lá essas cosias) e os rótulos dos produtos de limpeza são em norueguês.

E eu não queria pedir ajuda a minha colega de quarto, Linda, porque ela tinha lavado a minha roupa mais cedo, o que eu achei muito legal da parte dela, então, como forma de retribuição eu pensei em limpar e organizar nosso quarto super bagunçado e fazer uma surpresa.

E lá fui eu... quando comecei percebi que seria bem mais fácil do que eu imaginava, porque no armário em que eles mantem os produtos de limpeza também tem uma listinha sobre como usar cada um e tem os desenhinhos bem didáticos também. Fora, que, os rótulos também tem desenhos e hoje foi a primeira vez que eu prestei atenção a eles em toda a minha vida. Porque eu sei que os nossos também tem, mas fico tão acostuma a ler as coisas que nunca olho as gravuras. Não poder ler é um sentimento muito novo pra mim, mas, acho que, de alguma forma também tem contribuído para o meu crescimento.

Quando a Linda chegou e viu que eu tinha limpado quase tudo ela disse que eu sou muito boa, o que é estranho pra mim porque estou acostumada a ouvir minha mãe reclamando do meu péssimo trabalho em casa toda vez que ela me pede algo. Mas, sei que aqui é diferente, porque eu não tenho minha linda mãe pra fazer, então eu tenho que fazer as coisas bem feitas, hahahaha. Acho que agora sinto um pouco menos de medo de casar, porque antes, pensar na possibilidade de sair do meu doce lar e ter que lavar roupas e arrumar coisas me deixava simplesmente aterrorizada. Dá pra acreditar? Hahahahhahaha

Nesse fim de semana eu não vou atualizar o blog porque iremos para o nosso blåtur (viagem azul). Não fazemos a menor idéia de onde vamos, eles disseram que não podemos perguntar, apenas nos deram uma lista sobre o que devemos levar, e a lista inclui roupa de banho, lanterna e saco de dormir, por isso, penso que não será uma viagem muito urbana, se é que me entendem.

Ah, só pra finalizar o post, quero dizer que estou aterrorizada com um pedido que recebi de algumas amigas norueguesas: elas querem que eu as ensine a dançar SALSA!!! Eu tentei explicar 214 789 654 de vezes que eu não faço a mínima idéia de como e que se dança e que no Brasil TODAS as minhas amigas riam de mim quando eu tentava dançar qualquer coisa, principalmente samba, NE Feeer? Mas aí elas respondem: “Mas, com certeza vc dança muito melhor do que nós, e qualquer coisa que voce fizer nós vamos achar lindo porque nós não sabemos mexer nossos corpos como voces, latino-americanos! Alem disso, o pessoal que estudou no Hald ano passado e que nesse ano trabalha aqui apresentou o argumento de que, ano passado, os brasileiros que vieram pro Hald organizavam aulas de dança nas quais TODOS participavam! So que, nesse ano, eu sou a única meninaaaaaaaaaaaa do Brasil e morro de vergonha de dançar e elas colocam muita expectativa que eu possa ensinar algo pra elas! Gente, to completamente aterrorizada! HAUHAUAHAUAHAUHAAUHAAU